a minha instabilidade é o meu silêncio.
nessa realidade, aprendo.
e vou vivendo o meu deserto
até descobrir o oasis, sabendo
que o meu azar vai sendo a sorte
dos que amo profundamente.
sou triste por ser cego,
mas vou partilhando a minha ignorância
com os outros seres vivos...
efémeros nas suas existências
e sentidos.
nada distantes de, o' que gostariam de sentir,
por outros dos meus semelhantes.
...nem só solitários
nos seus sentimentos.
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