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apática verdade

há este sentimento estranho de apatia enquanto trabalhando vou esperando pelo cumprimento de uma promessa que se faz tardia. essa apatia não é da inteira responsabilidade dos intervenientes mas sim também dos aparentemente ausentes. poderia ter mais garra e motivação se os outros  não me tivessem ferido o coração. pobreza é um estado que me recuso a aceitar porque sempre cultivei a ausência de ignorância aquela que, nos inteligentes, provoca petulância. nem só nas palavras ela se manifesta como também em gestos e actos nem sempre vistos  pelos respectivos infortunados. e escrevo melhor durante estas fases em que comigo trago sentimentos indesejados. e por isso os conjuntos de palavras sejam os meus únicos tratados. No dia em que começar a desabafar eles irão regozijar com a minha prostração e esse é um prazer que eles não terão. Ontem quase me s...

ana lise

no entendimento do pensamento encontramos-nos. encontram-se, outrora solitários, globais pensamentos. descoberta de mais algum preenchimento vindo de um todo. fusão de sentimentos nesses encontros, momentos. entretenimentos correntes, alguns. cada um com sua dose de individualismo na pretensão de evitar o individual fascismo. diálogo no aberto pensamento divergências entregues ao não julgamento, vivências descobertas, expressas acções mímicas incognitamente modestas. descobrimentos e descobertas. direito ao elevado estado anímico ocasional, eventualmente solitário. interna descoberta, fruto da exploração do espaço interior, manifesta.

medo da grandeza

quem se conhece em força deve respeitar seu impulso se é de que se gosta. individualmente vive a vida bem mais perfeita em poder seria sem vontade de algum tipo de honra hipoteticamente merecida.

reclusão

a fuga frequente é a paz onde todos ficam a ganhar. a diversidade na natureza encontra a diversidade no "ser" humano o que se passa é único um êxtase existencialista clama por vivência o som da natural quadrifonia ajuda na experiência do que nos une a todos seres vivos inteligentes e amantes de alguma coisa. mas nem sempre é paz o que a reclusão nos trás quando fora do seio da mãe natureza e dentro de um cubo qualquer no meio de gente louca.

silhuetas

os espaços por onde passamos são constituídos por luz e sombra. assim, também são as nossas almas. todos temos momentos em que o Sol brilha. mas quando entramos na sombra... é a procura da luz que nos poderá salvar. entretanto comum vai sendo o ar. o que nos poderá devolver a luz é a forma como aceitamos as sombras que nos vão aparecendo na vida, procurando saber sempre que se a sombra existe, é porque a luz está perto. talvez continuar o caminho seja o mais certo e gozar do contraste que é sempre a entrada em qualquer espaço ou lugar.

sangria

sangro da boca... talvez porque diga palavras a quem não as quer ouvir.  talvez um dia também sangre dos dedos... pelas palavras que escrevo.  meu corpo sangra pela natureza que não deixam ser vivida. não sou vampiro. o meu sangue  até nem sabe nada mal. os vampiros que conheço parecem bem mais felizes talvez porque me sinto como molécula bicelular separada de seu par. molécula cansada de procurar  e cansada de esperar...

rebento

ergue-se o caule outrora rebento que também teve difíceis momentos simplesmente acontecimentos calor, chuva e vento meio dia a beber luz de noite bebe do sumo da terra em confronto com tudo resto a melhor forma de crescer por instinto feita sem protesto continua ele a se erguer reforçado por quantidades de tenacidade em momentos de auto-afirmação outros, por obrigação