posso explorar a base.
vivo algures entre o céu e o inferno.
só conseguirei chegar a algum lado
se conhecer bem essas fronteiras.
se conhecer minimamente esses mundos...
mares de gente... ondas de objectivos parcialmente comuns. partículas de água que embora noutros sentidos também se cruzam com as marés. ventos que percorrem corredores quotidianos focos de luz comuns mas vividos de forma diferente. nem todos acordam com o Sol, nem todos se deitam com a Lua. pessoas que sendo genuínas à sua maneira transparecem semelhanças com alguns entes queridos, entes de memórias passadas outros simplesmente conhecidos. relação de semelhanças e oposições que nos ensinam todos os dias a viver cada pessoa na sua liberdade de poder ser si próprio e no fundo, iguais a nós. olho para as estrelas quando não vejo a Lua quando olho para o céu nublado procuro o Sol mas as nuvens ensinam-nos também a descobrir a forma como vemos as coisas. para uns uma nuvem parece-se com um elefante outros na sua liberdade vêm outra coisa qualquer e podem simplesmente ser nuvens para mais alguém.
quantos temores quantos os ódios quantos os desejos que não foram satisfeitos... sonhos destruídos enquanto crianças. as nossas, que aprendem o que os velhos covardes ainda cerram em suas mãos continuam a culpar o pobre Judas pregando à cruz o seu irmão. simplesmente porque não sabem que o pregam cada vez que se benzem. são esses os que pagam para as festas das freguesias e vivem de costas voltadas às suas crias! insistindo eloquentemente na sua ignorância julgando-as por petulância! tiranos dentro de seu próprio tecto. é tudo muito doce e bonitinho mas tu não és nenhum santinho!
Comentários