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parla mentos

dentro do todo há uma porção a dar, uma necessidade de partilha de algo se pensa germinar. talvez não possa crescer demasiado por prevenção à ruptura. não é que não seja possível a fartura mas capacidade de a dirigir sem desistir. devem-se regar com orgulho os elevados sentimentos entregando à terra os outros, na direcção da rectidão para com os elevados sentidos que não só trabalham com os sentimentos mas também com os pensamentos.

haja proveito

inerente ao sentimento de querer ajudar seja quem for, a desilusão é inevitável. maior é, a entrega sem ilusão a que consegue dissuadir-se da necessidade na real alusão. a realidade começa no momento do primeiro contacto e tudo o que prossegue que seja proveitoso na luz do seu próprio enredo. ter fé em alguém que não se conhece é somente um potencial manifesto com alguma substância mas sem direcção. porque não existe transparência no seu todo somente na metade, que por vezes tem de se deixar obscurecer também  para poder perceber ausência de transparência. assim mesmo como o céu que no caso da vida nem sempre é claro. mas como se gosta frequentemente de um céu azul limpo e que de alguma maneira é bem-vindo. assim são alguns sentidos, e pelos que conscientemente constatam tal acontecimento, o saúdam e celebram. frequentemente são essas as pessoas que mais fé têm, também em algo que não se conhece mas se sente. a mai...

entre amigos

quem sou eu entre amigos? sou quem Eu Sou. mesmo entre amigos... só tenho de saber quem sou!

respeito

individualidade todos a têm por direito mas nem todos a respeitam porque nem todos sabem do valor da individualidade de outrem. qual a distância a ter e qual a distância a manter? quando é atracção o que se sente. sozinho sinto algo envolvente que me corta a respiração e me põe meio dormente mantendo a distância ou não. mas não é distância que pretendo manter se o que sinto é atracção respeito somente e um calor que me envolve o coração. sem saber ao certo e sem querer manipular o desfecho me deixo envolver pelo que no coração sinto e me abraço como se tivesse mais algum umbigo.

silêncio por favor

os meus momentos de silêncio são ruidosos de pensamento nem sempre são um tormento mas, por vezes desejo que sejam só momentos de silêncio.

criação

vender o pouco que tenho será um crime. será anular uma possibilidade de criar algo mais do que me faça exprimir. vender o quê? Para quem, não interessa. Ninguém vale o pouco da matéria que me resta. Vender o pouco que tenho e amo por respeito à sua utilidade de nada vale se não me der longevidade. Logevidade para quê? para ser velho e enfadonho? Não. Continuarei a acreditar que um dia matéria não irei guardar, somente criar.

água

um oásis pode ser inicialmente um alívio, mas não tem de ser obrigatoriamente uma solução. pode ser um lugar fresco para um descanso mas também pode ser uma prisão se lá não estiver o par do teu coração.