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tonalidade

sinto a falta das tonalidades de luz que via quando tinha cinco anos esses dias eram lindos talvez pela minha inocência como criança, pois já tinha consciência mesmo antes de saber andar. hoje, percebo que ainda tenho alguma inocência mas sou uma pessoa mais crescida e embora com cinco anos ninguém se aproveitasse de mim hoje é a minha inocência que me trai. vivo num mundo onde lidera a lei do mais forte embora saiba que sou mais forte do que a maior parte das pessoas deixo-me morrer constantemente pela depressão que se reflecte como causa da minha inocência e desejo da realização de ideais puros. por vezes sinto que sofreria muito menos se fosse arrastado para a selva mas esta, é a selva onde vivo e não há lugar para gente inocente.

o dia seguinte

amor... aquilo que, por todos e todas posso sentir... mas o amor que sinto por ti não não é um amor sem uma companhia no dormir... nesta noite durmo sozinho sabendo que, apezar de tudo que tenhas de fazer amanhã é contigo que posso sonhar. fumo mais um cigarro e ouço mais uma musica para poder dormir descançado sem que tenha de me deitar a pensar que algo me está a faltar. amor, paz e luz é o que te estou a desejar para que amanhã depois destes dois "acordar" vivamos o dia sem esticanços da noite que passou e possamos finalmente partilhar qualquer sonho ou apresentação ao mundo em que todos vivem mas que no nosso reencontro será o nosso partilhado vivênciar...

Menina do medo

29-02-2004 Menina do medo diz-me, de que tens tu medo? Medo do escuro que te faz sentir Que te falta a companhia quando te vais deitar? Medo de quem sempre esteve ao teu lado E de um dia para outro poderá partir? Medo de amar quem à noite a teu lado se vai deitar E te abre a janela de manhã ao acordar? Que nos momentos de tristeza te faz sorrir… …Como uma petiz. Menina do medo, tal como todos nós Tens medo de aceitar o que o universo te quer dar… …tens medo de ser Feliz .

arrogância

arrogância não faz parte do dicionário dos meus princípios nem tão pouco o interesseirismo. não ofereço boleia se não tiver carro nem carta de condução. mas a minha carta conquistei-a com o meu coração o veículo é o amor, que procuro dentro de mim e nos outros. mas não choro por quem não merece por isso nunca choro...e quando o faço, bem...ninguém me ouve porque não sou merecedor de que tenham pena de mim. aprendi a ser forte nos meus princípios e não admito que alguém me aponte um dedo sequer. quando penso que não tenho algum direito para julgar seja quem for. se algum dia me quiseres apontar algum dedo, pensa bem! quantos dedos tens a apontar para ti! podem magoar-me e ofender-me sempre que vos apetecer pois esse é o vosso livre arbítrio. o único pecado que irão cometer vai ser o de destabilizarem momentâneamente o meu amor por vós. tomara eu sentir que me amem quanto mais interferir no amor que alguém, por mim possa sentir. So Help me God... to understand...

Poeta

A poesia é a arte de surrealizar a palavra, descrever o indescritível, viver o que aparentemente é impossível. Podes "brincar" de forma poética sabias? E brincar com as palavras sem desrespeitar as pessoas comparando-te de forma inocente com um objecto. Poesia é também a arte de fazer o coração falar. Quando vives em poesia a tua vida torna-se mais bela e por arrasto assim, também, a vida de todos que te rodeiam. Se calhar o poeta é um pouco viciado em brincar com as aparentes impossibilidades... uma forma de desapego, talvez... para não depender da felicidade para o belo poder contemplar... pois ele sabe que uma flor é bela por natureza, e que o seu maior esplendor será viver toda a sua vida em liberdade no campo até servir de alimento á nova semente que trará continuidade a uma geração futura de flores… A função do poeta é transmitir ao mundo o belo ilustremente desconhecido… pois ele sabe o que é ser ilustremente desconhecido. É para isso que servem os amigos, para que lhe...

Era uma vez...

...duas folhas Uma caiu na terra A outra no rio Uma foi folha durante muito tempo A outra teve a coragem de ir até ao mar E viajou pelo mundo. Ambas viveram vidas perfeitas.

no silêncio das ruas

Caminho com musica, no silêncio das ruas cheias de gente. Cada um na sua vida colorida ou acinzentada. Ares sérios e convencidos, escondem seres deprimidos. Esqueço-me então, que são gente, E simplesmente vejo vida. De trajectórias quase paralelas e sentidos inversos Alguns contíguos, de rotação variável Consoante o destino e oportunidade. Um deja vu diário. Esse dos olhares e pensamentos semi escondidos. Bem mais sinceros, embora também por vezes, um pouco tímidos. São os das árvores, pássaros, cães e gatos. Esses correspondem em perfeição com os meus diversos sentimentos tanto ou nada desinteressados. O que há de errado em olhar-te nos olhos? Sim, tu! Que te aproximas enquanto caminho na minha descontraída melodia. Circulamos todos na mesma calçada, Não é um espaço privado que está a ser violado. Se não queres ser visto, compra um veículo fumado. Haverá mesmo algum problema em observar alguém que se aproxima? Não, isto é problema meu, talvez falta de auto estima. No entanto sinto que...